sábado, 26 de janeiro de 2013

SOLIDÃO



Caminho empoeirado de sombras
Que sopra um vento fúnebre dentro da alma
 Como chuva que  molha a vida  embriagando a dor
Presa mortal de animal em fúria

Amiga verdadeira da falta de amor
lava em lágrimas o inverno frio da saudade
Convencendo o chão para amparar
Lacuna que desampara a paz

Faminta escraviza a fome da angustia
Fechando as portas da vida  para morte
Rastreando o dia sem dar trégua a noite
Solidão suas pegadas são degustadas

Englobada as vidas se materializa
Cobrindo de gritos os corações que sangram
Malvada e sem freios se devasta no ar
Cobrindo-nos com sua nuvem negra em
 silêncios
 
SOLEDAD

Camino empolvado de sombras
Que sopla un viento fúnebre dentro del alma
Como lluvia moja la vida embriagando el dolor
Presa mortal de animal en furia

Verdadera amiga de la falta de amor
lava con lágrimas frías como el invierno de la nostalgia
Convenciendo el piso que la ampara
Laguna que desampara la paz

Hambrienta esclaviza el hambre de la angustia
Cerrando las puertas de la vida para muerte
Rastreando el día sin dar tregua a la noche
Soledad sus huellas son degustadas

Englobada las vidas y se materializan
Cubriendo de gritos los corazones que sangran
Malvada y sin frenos se desvanece en el aire
Cubriendo su nube negra en silencio

Reticências

Reticências

Cristal de uma mulher!!!

Alma de poeta
coração de mulher,
por isso mesmo
vive a poesia
em sua magia
mais pura.

Tens também
por serdes
mulher-poeta
a sensibilidade
de um lírio
na pureza de
sua castidade.

A música mora
em seu coração
de natureza afroditiana,
a poesia em sua
forma mais liquida
dança devaneios
românticos em
sua alma feita
das fibras febris
da paixão.

Erotismo em
forma de mulher,
trovadora do
deleite sensual,
entoas em seus
lábios curvilíneos
os versos das canções
que exaltam o prazer
orgástico na sua mais
doce essência.

Cristal de uma mulher
onde as luzes do
regozijo da fêmea
o atravessam para
iluminarem o mundo
dos homens que delas
carecem desesperadamente.

Cisne branco que nada
soberbamente sob o
lago cristalino da
anima humana, pássaro
frondoso com canto de
sereia que arde em seu
peito encantando-me,
enquanto o escuto
e navego na nau das minhas
visões dionisíacas.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.
sexta-feira, 7 de junho de 2013