domingo, 19 de fevereiro de 2017

TRILHAS

Nos labirintos que dança o amor
 na paixão do extraordinário poder de amar, 
 trilhas e ar se movimentam
nos projetos dos sonhos e do
   amor que translada a vida

Colhemos flores de sol dentro de girassóis
e os campos se vestiam de ternuras
 vividas em nosso sentir

Cavalgávamos a um pôr-do-sol
 em busca de um destino para nossas almas
e as estrelas caminhavam
 dentro de nossos céus onde
 desnudavam a esperança

Mirávamos uma luz dentro 
de nossas mãos entrelaçadas
e entre plumas e ventos temporais
tudo era poesia, 
como uma obra prima e divina
Nossos corpos se abraçavam no refúgio
da coragem de mergulharmos
 dentro de nós dois 
entre o calor e o frio, o verde e o cinza
cultivávamos e plantávamos
 para a sobrevivência de nossos destinos

Hoje ainda nossos rios
que transportam refúgio
 de pensamentos e esperanças
nascem da virtude de um tempo
 que nunca será esquecido,
onde viveremos ventos de primaveras sedentas
que arderão em nossas bocas
 famintas de carícias
E lá fora na noite quente diremos 
 acorda somos nós
 e nos amamos

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Onde existe luz também existe sombras

DE SUA POESIA

Afortunados são os que tem a capacidade de escrever poesia e fazer seu outro oficio,e também são aqueles que o leem e constroem um refugio onde refrescam seu espírito com a bebida gratificante de palavras e sentimentos, que eleva seu espírito até um céu limpo de nuvens onde só brilha a luz de sua inspiração. Uma obra de arte é boa se há nascido ao impulso de uma íntima necessidade.

Precisamente neste seu modo de engendrar-se radica e estriba o valor da poesia, porque explora as profundidades de onde mana a vida. Alí radica a historiada beleza da poesia, a que coabita o humano e para o humano, a que vá escrevendo paralelamente a história da humanidade. E neste ordenamento perfeito do caos, que antecede a beleza e se concebe a grandiosa poesia.

Muitas vezes me perguntei em meio destes desvelos que me perseguem e que me anuncia a aparição da palavra ¡ Que misteriosos meios, de sopros desconhecidos e germinais movem a este grupo de pessoas a resgatar ”tempo do tempo” para acudir inverno e verão, embaixo da chuva persistente ou um sol que transpassa, a cumprir com uma missão irredutível de escrever poesia.

È muito difícil dar uma opinião sobre o proveito da poesía individualmente; depende de fatores particulares do poeta. Pode ser a concreção de uma necessidade essencial, uma maneira de ver e mostrar o mundo, uma maneira de sentir junto com outros. Do que vou fazer, fazendo este prólogo deste trabalho solitário, silencioso e inspirador que realiza a escritora brasileira Rachel Rocha Omena (Maceió Alagoas). Recebedora deste portentoso mistério, onde recolhe a beleza que sente seu espírito, traslada a palavras com sua máxima expressão . Em cada um de seus poemas nos demonstra que a poesia é como a água que sustenta a terra. Porque atrás da palavra está o sopro poético, e a sombra invisível que forma a arquitetura das paisagens interiores do homem, que constitui a verdadeira essência do ser, que se cobre e dialoga dentro de nós mesmos.

A poesia é a instauração do ser com a palavra. Exatamente é assim. O cristal de uma mulher se transforma e se converte em beleza . Nos eleva ao universo que para a escritora é como uma infinita galeria de arte , de pequenas e grandes obras maestras que sustentam o frágil e as vezes o miserável espectro de nossas realidades. Sente em cada verso a necessidade de ligar e conciliar o mundo com o universo onde habita a harmonia como pedra angular da beleza . Levando a poetisa a estabelecer seu mundo desde onde inicia a construção de seu próprio edifício para abrir a janela das escuridões para a luz, a elevação do cotidiano as comarcas da beleza, assim, a chuva sobre o jardim, o cantar dos insetos nas noites, a espuma e o cheiro do mar ao romper na praia , o aroma do pão ao ser cozido, o homem urbano e seus fantasmas diários, o amor, a ternura, a alegria, todas as pequenas e grandes coisas que fazem uma alma ir repetível poético . Rachel Rocha Omena é uma das escritoras mais peculiares da nova literatura de Alagoas. De versos amatórios vibrantes por seu romantismo e por sua perpetua forma de amar. Leve como suspensa no tempo, os textos e a paisagem. Narrativo do amor que nos transmite laboriosa a cultura das palavras, nos produz o encanto e a serenidade que somente emerge de uma constante harmonia interior.

Há uma linguagem plena de desfrutes do carinho, da generosidade de compartilhar sentimentos , que faz que aflore em cada um dos leitores sentimentos e emoções que voam como uma pluma para os profundos e misteriosos filtros do amor. Esta é a ação e reação alquímica que produz fascinação e fará que nos cerque como espectadores a seu poema a cada momento.

O mérito a sua poesia é como se saíram cristais de sua boca. Palavras de cristais, que encandeiam e encantam e caem no resplendor da memória do leitor. Tem uma trajetória poética pela precocidade e a intensividade e que vence assim a diáspora do tempo nesta terra que há deixado a seus cantores da palavra.

Sua melhor qualidade reside em ser o centro mesmo da claridade e as inspirações do homem, de seu abismo e de seus sonhos mais altos.


Víctor Manuel Guzmán

Maceió Alagoas, 11 de janeiro del 2011

Reticências

Reticências

Cristal de uma mulher!!!

Alma de poeta
coração de mulher,
por isso mesmo
vive a poesia
em sua magia
mais pura.

Tens também
por serdes
mulher-poeta
a sensibilidade
de um lírio
na pureza de
sua castidade.

A música mora
em seu coração
de natureza afroditiana,
a poesia em sua
forma mais liquida
dança devaneios
românticos em
sua alma feita
das fibras febris
da paixão.

Erotismo em
forma de mulher,
trovadora do
deleite sensual,
entoas em seus
lábios curvilíneos
os versos das canções
que exaltam o prazer
orgástico na sua mais
doce essência.

Cristal de uma mulher
onde as luzes do
regozijo da fêmea
o atravessam para
iluminarem o mundo
dos homens que delas
carecem desesperadamente.

Cisne branco que nada
soberbamente sob o
lago cristalino da
anima humana, pássaro
frondoso com canto de
sereia que arde em seu
peito encantando-me,
enquanto o escuto
e navego na nau das minhas
visões dionisíacas.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.
sexta-feira, 7 de junho de 2013