terça-feira, 1 de março de 2016

GEOGRAFIA


Tenho minha alma inquieta
 quando tu me devora a calma
 Carregada de magia está
 tua tormentosa mão
que acaricia o céu de minha silhueta
atravessando montanhas de calor
 correndo minha carne febril e
descobrindo meu tesouro de ondas
 Fora de meus limites tu
és o meu iluminado e
 dentro de minhas entranhas
 lapidas minha consciência forrando de luz
o caminho desta viagem energética
Formando um universo de estrelas que brilham
como rubis dentro da dimensão do meu ser
Teu fogo evoca pura fibra e me desnuda
a pele, mergulhada de suor e prazer
Meu sangue vai desmaiando
 dentro de minhas veias
como janelas embriagadas de sereno
buscando dentro a geografia de meu corpo
os nossos frutos, onde és dono e senhor
Sou a semente
que inquieta tua alma
 dentro do dia e da noite
guerreiro incansável
 homem de amor
 cupido de nossa história 
Descobri a vida dentro dos olhos de tua alma
e juntos germinamos a felicidade.


2 comentários:

Onde existe luz também existe sombras

DE SUA POESIA

Afortunados são os que tem a capacidade de escrever poesia e fazer seu outro oficio,e também são aqueles que o leem e constroem um refugio onde refrescam seu espírito com a bebida gratificante de palavras e sentimentos, que eleva seu espírito até um céu limpo de nuvens onde só brilha a luz de sua inspiração. Uma obra de arte é boa se há nascido ao impulso de uma íntima necessidade.

Precisamente neste seu modo de engendrar-se radica e estriba o valor da poesia, porque explora as profundidades de onde mana a vida. Alí radica a historiada beleza da poesia, a que coabita o humano e para o humano, a que vá escrevendo paralelamente a história da humanidade. E neste ordenamento perfeito do caos, que antecede a beleza e se concebe a grandiosa poesia.

Muitas vezes me perguntei em meio destes desvelos que me perseguem e que me anuncia a aparição da palavra ¡ Que misteriosos meios, de sopros desconhecidos e germinais movem a este grupo de pessoas a resgatar ”tempo do tempo” para acudir inverno e verão, embaixo da chuva persistente ou um sol que transpassa, a cumprir com uma missão irredutível de escrever poesia.

È muito difícil dar uma opinião sobre o proveito da poesía individualmente; depende de fatores particulares do poeta. Pode ser a concreção de uma necessidade essencial, uma maneira de ver e mostrar o mundo, uma maneira de sentir junto com outros. Do que vou fazer, fazendo este prólogo deste trabalho solitário, silencioso e inspirador que realiza a escritora brasileira Rachel Rocha Omena (Maceió Alagoas). Recebedora deste portentoso mistério, onde recolhe a beleza que sente seu espírito, traslada a palavras com sua máxima expressão . Em cada um de seus poemas nos demonstra que a poesia é como a água que sustenta a terra. Porque atrás da palavra está o sopro poético, e a sombra invisível que forma a arquitetura das paisagens interiores do homem, que constitui a verdadeira essência do ser, que se cobre e dialoga dentro de nós mesmos.

A poesia é a instauração do ser com a palavra. Exatamente é assim. O cristal de uma mulher se transforma e se converte em beleza . Nos eleva ao universo que para a escritora é como uma infinita galeria de arte , de pequenas e grandes obras maestras que sustentam o frágil e as vezes o miserável espectro de nossas realidades. Sente em cada verso a necessidade de ligar e conciliar o mundo com o universo onde habita a harmonia como pedra angular da beleza . Levando a poetisa a estabelecer seu mundo desde onde inicia a construção de seu próprio edifício para abrir a janela das escuridões para a luz, a elevação do cotidiano as comarcas da beleza, assim, a chuva sobre o jardim, o cantar dos insetos nas noites, a espuma e o cheiro do mar ao romper na praia , o aroma do pão ao ser cozido, o homem urbano e seus fantasmas diários, o amor, a ternura, a alegria, todas as pequenas e grandes coisas que fazem uma alma ir repetível poético . Rachel Rocha Omena é uma das escritoras mais peculiares da nova literatura de Alagoas. De versos amatórios vibrantes por seu romantismo e por sua perpetua forma de amar. Leve como suspensa no tempo, os textos e a paisagem. Narrativo do amor que nos transmite laboriosa a cultura das palavras, nos produz o encanto e a serenidade que somente emerge de uma constante harmonia interior.

Há uma linguagem plena de desfrutes do carinho, da generosidade de compartilhar sentimentos , que faz que aflore em cada um dos leitores sentimentos e emoções que voam como uma pluma para os profundos e misteriosos filtros do amor. Esta é a ação e reação alquímica que produz fascinação e fará que nos cerque como espectadores a seu poema a cada momento.

O mérito a sua poesia é como se saíram cristais de sua boca. Palavras de cristais, que encandeiam e encantam e caem no resplendor da memória do leitor. Tem uma trajetória poética pela precocidade e a intensividade e que vence assim a diáspora do tempo nesta terra que há deixado a seus cantores da palavra.

Sua melhor qualidade reside em ser o centro mesmo da claridade e as inspirações do homem, de seu abismo e de seus sonhos mais altos.


Víctor Manuel Guzmán

Maceió Alagoas, 11 de janeiro del 2011

Reticências

Reticências

Cristal de uma mulher!!!

Alma de poeta
coração de mulher,
por isso mesmo
vive a poesia
em sua magia
mais pura.

Tens também
por serdes
mulher-poeta
a sensibilidade
de um lírio
na pureza de
sua castidade.

A música mora
em seu coração
de natureza afroditiana,
a poesia em sua
forma mais liquida
dança devaneios
românticos em
sua alma feita
das fibras febris
da paixão.

Erotismo em
forma de mulher,
trovadora do
deleite sensual,
entoas em seus
lábios curvilíneos
os versos das canções
que exaltam o prazer
orgástico na sua mais
doce essência.

Cristal de uma mulher
onde as luzes do
regozijo da fêmea
o atravessam para
iluminarem o mundo
dos homens que delas
carecem desesperadamente.

Cisne branco que nada
soberbamente sob o
lago cristalino da
anima humana, pássaro
frondoso com canto de
sereia que arde em seu
peito encantando-me,
enquanto o escuto
e navego na nau das minhas
visões dionisíacas.

- ELTON SIPIÃO O ANJO DAS LETRAS.
sexta-feira, 7 de junho de 2013