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sábado, 23 de julho de 2011

SEM MÁCULA



Como não ser tua 
quando as chamas deste amor
queima em nossos lençóis e
os sonhos voam nas asas do desejo
 Suor e saliva se inflamam
em mantos prateados de caricias
deixando-nos nus nesta brilhante cavalgada
onde faminta estou e
como pétala lasciva quero desfolhar-te
buscar-te e saciar-te
receber teu néctar 
para me cobrir do teu óleo santo e
te entregar meus lábios em flor.
Minha pele é chama que te chama
para seguir contigo cavalgando
na correnteza deste rio bravio e
na desesperada busca para chegar
à minha fonte entreaberta,
para beber e matar nossa sede
entre gozo que se faz aroma dentro de nós dois
Consumado o amor 
é parto sem dor

SIN MÁCULA

Cómo no ser tuya
cuando las llamas de este amor
queman en nuestras sábanas y
los sueños vuelan en las alas del deseo
Sudor y saliva se incendian
en un manto plateado de caricias
dejándonos desnudos en esta brillante cabalgata
donde hambrienta estoy y
como pétalo lascivo quiero deshojarte
buscarte y saciarte
tomar de tu néctar
para cubrirme con tu óleo santo y
entregarte mi labios en flor
donde mi piel es fuego que te llama
para seguir contigo cabalgando
en la corriente de este río bravo y
en la desesperada búsqueda para llegar
a mi fuente entreabierta
para beber y matar nuestra sed
el disfrute de ese aroma está dentro de nosotros
amor consumado
es parto sin dolor




















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